Recuando um pouco e falar da chamada web 1.0 e da web 2.0, gostaria de dar a minha opinião sobre esta questão das webs…Será que existiram mesmo? Foi mesmo um virar de página que em determinada altura foi dito: ok, a partir de agora vamos entrar na web 2.0.

Na minha opinião, esta questão das WEBs 1.0, 2.0 e agora 3.0 não é nada mais do que a constatação da realidade e da própria evolução necessária no digital. Ou seja, como tuda na vida é necessario criar uma evolução para determinada “ação” poder crescer e acompanhar aquilo que o ser humano pretende.

Portanto, deram-se nomes “bonitos” e que ficam bem nesta evolução da WEB, eu até já vi aqui em Portugal, alguns formadores talvez GURUS 🙂 a falarem do futuro da WEB 5.0… Como podemos adivinhar o futuro da WEB? Podemos prever que determinadas tendências podem evoluir para determinado patamar, mas continuo a achar que, quem vai decidir tudo isto são os UTILIZADORES!

Muito bem, mas então vou então tentar adaptar-me a estes “palavrões” que ficam sempre bem dizer :). Vamos a isso. Vou explicar um pouco daquilo que conheço sobre este tema.

A Web 2.0 surgiu relacionada com a possibilidade do utilizador das redes sociais poder ser ao mesmo tempo consumidor e gerador de informação, através de blogs ou sites como o Flickr, YouTube, Facebook, etc. Foi a era do boom dos blogs em que qualquer utilizador da internet pôde construir facilmente uma página sobre um determinado tema e escrever sobre o mesmo, estando vísivel em todo o mundo.

web 3.0Enquanto a Web 2.0 continua a desenvolver-se tanto a nível pessoal como a nível profissional, vemos surgir uma nova tendência: a chamada Web 3.0.

A Web 3.0 tem a ver (entre outras coisas) com semântica e o significado da informação, pesquisas inteligentes e personalizadas e publicidade específica através do comportamento do consumidor. É a personalização no próximo nível.

Os utilizadores é que mandam

Uma das características da Web 3.0 são as pesquisas personalizadas, algo que o Google já melhorou neste aspeto, mas ainda tem um longo caminho a percorrer.

Enquanto que agora se quiser por exº ir jantar fora e em seguida ao cinema ver uma comédia, terá de efectuar várias pesquisas num motor de busca por “restaurantes em X”, “review de restaurante Y”, “filmes cómicos em cena”, etc, com a Web 3.0 poderá escrever apenas a frase “Quero ir jantar em X e ir ver um filme cómico”, e o próprio motor de busca se encarregará de lhe dar toda a informação de que precisa.

Também as pesquisas serão cada vez mais curtas, em vez de escrever “restaurantes na cidade X”, escreverá apenas “restaurantes”, pois o motor de busca irá guardar todos os seus percursos e gostos quando navega na internet e dar-lhe resultados personalizados. Isto já acontece!

Os motores de busca irão assim entender quem você é, o que gosta, o que faz e o que irá querer fazer a seguir. Não é ficção mas sim uma realidade que já se começa a ver, embora ainda falta afinar a “máquina”.

Obviamente isto irá também ter um impacto nas redes sociais e na forma como interagimos socialmente na web. Irá proporcionar cruzar ainda mais diversas redes sociais e ter perfis mais detalhados de cada utilizador, com os seus gostos, blogs, livros que lê, locais que visita, etc. Ou seja, podemos pesquisar pelo nome duma pessoa num motor de busca e ter tudo sobre o comportamento dessa pessoa na internet.

Existe também a possibilidade das empresas efectuarem promoções na internet muito mais personalizadas do que actualmente, pois esta personalização e o “culto do eu” que a Web 3.0 irá gerar, vai fazer surgir nichos de mercado muito mais facilmente identificáveis.

Eu, como utilizador e pessoa

Todas estas possibilidades irão fazer com que cada pessoa se dedique a construir o seu “perfil web” e a transmiti-lo pela internet, partilhando conteúdos.

A Web 3.0 irá permitir também uma integração cada vez maior dos dispositivos móveis com a internet, permitindo a cada pessoa facilmente escrever algo no seu blog, inserir um video, etc. Irão aumentar os micro-blogs (como o Twitter) e também irão existir widgets cada vez mais poderosos que permitam facilmente colocar feeds de conteúdos em qualquer lugar na web. A Web 3.0 irá ser o “culto do eu” no mundo online.

Já há quem faça futurologia e já começem a ver a web 3.0 como na web geoespaciais, onde a localização é usada para informações de índice. Alguns acreditam que o futuro da web vai olhar mais como um mundo virtual que é navegado por avatares. Eh, eh, eh… Será mesmo?



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Miguel Brandão
Miguel Brandão
Sou Miguel Brandão tenho formação académica em Marketing, Publicidade e R.P. frequentei durante 2 anos a licenciatura em Sistemas de Informação e Multimédia. Fui também estudante durante 1 semestre lectivo na Universidade de Salamanca (Espanha). Desde 2004 que trabalho Online para clientes e projetos próprios. Atualmente sou CEO da SEOlabs.pt com serviços de SEO. Sou responsável de diversos sites e blogs de diversos nichos em Portugal, Espanha, Brasil, Colômbia e Peru.
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